
"L'amour, toujours l'amour..."
Quem nunca passou pela sensação de ter encontrado sua alma gêmea, a tampa da sua panela, o número do seu sapato e, no fim das contas, descobrir que você não é a metade da laranja do outro? Quem nunca ficou chupando dedo, depois de ter levado o fora daquela que era a mulher ou o homem da sua vida?! Você, eu e o mundo inteiro. Por isso, talvez, eu tenha saído da sala de cinema, na última sexta, com a sensação de já ter visto aquela história em algum lugar.
Tá, eu havia prometido não escrever mais sobre filmes aqui no "Diz". Há excelentes blogs sobre o assunto por aí. Quem quiser conferir, é só dar um pulo no Cinecabeça, no Literatura e Cinema, Claquete, Cinemiótica, O Anagrama ou no Conexão TV/Cinema (que eu não sei porque continua parado). Mas, (500) Dias Com Ela, primeiro longa do diretor de videoclipes Marc Webb, me deixou com a cabeça quente, pensando num monte de coisa...
Pra quem espera um filmão, vou logo avisando: "(500) Dias..." é um filminho. Não filminho num sentido pejorativo, muito pelo contário. Ele é simples, charmoso, delicioso. Fofo, enfim. E essa é a graça. A gente senta a bunda diante da telona e quem vê ali, durante todo o tempo, é a gente mesmo, em algum instante da vida. Ok, deixa eu explicar: o filme conta a história de Tom Hanson (Joseph Gordon-Levitt de 3rd Rock from the Sun), um garoto que cresceu assistindo comédia romântica e ouvindo música pop. Um dia, uma nova garota chega no escritório. Summer Finn (a mega-hiper-ultra adorável Zooey Deschanel de Quase Famosos) é linda, esperta, adora cinema e, ainda por cima, é louca pelos The Smiths. Bingo! Tom cai de quatro por ela. Acontece que ele quer e ela não. E o que a gente assiste, são os 500 dias dessa relação de idas e vindas, sem direito à final feliz (dependendo do ponto de vista) - epa, falei! Tudo isso, com direito à uma trilha sonora que é um espetáculo à parte, que inclui ótimos nomes como Regina Specktor, Doves, Feist, Mumm-Ra e os onipresentes The Smiths.
Praqueles que curtem cinema, Webb lança mão de ótimas sacadas narrativas, como as referências aos filmes "Noivo Nervoso, Noiva Neurótica" de Woody Allen e "O Sétimo Selo" de Bergman. Outro destaque, é a cena digna de musical, quando depois da primeira noite de amor com Summer, Tom sai por aí, dançando no meio da rua, com direito até a passarinho azul de desenho animado, pousando na mão.
Pois é. Quem nunca se sentiu assim? Eu já - e aposto que você também...
Quem nunca passou pela sensação de ter encontrado sua alma gêmea, a tampa da sua panela, o número do seu sapato e, no fim das contas, descobrir que você não é a metade da laranja do outro? Quem nunca ficou chupando dedo, depois de ter levado o fora daquela que era a mulher ou o homem da sua vida?! Você, eu e o mundo inteiro. Por isso, talvez, eu tenha saído da sala de cinema, na última sexta, com a sensação de já ter visto aquela história em algum lugar.
Tá, eu havia prometido não escrever mais sobre filmes aqui no "Diz". Há excelentes blogs sobre o assunto por aí. Quem quiser conferir, é só dar um pulo no Cinecabeça, no Literatura e Cinema, Claquete, Cinemiótica, O Anagrama ou no Conexão TV/Cinema (que eu não sei porque continua parado). Mas, (500) Dias Com Ela, primeiro longa do diretor de videoclipes Marc Webb, me deixou com a cabeça quente, pensando num monte de coisa...
Pra quem espera um filmão, vou logo avisando: "(500) Dias..." é um filminho. Não filminho num sentido pejorativo, muito pelo contário. Ele é simples, charmoso, delicioso. Fofo, enfim. E essa é a graça. A gente senta a bunda diante da telona e quem vê ali, durante todo o tempo, é a gente mesmo, em algum instante da vida. Ok, deixa eu explicar: o filme conta a história de Tom Hanson (Joseph Gordon-Levitt de 3rd Rock from the Sun), um garoto que cresceu assistindo comédia romântica e ouvindo música pop. Um dia, uma nova garota chega no escritório. Summer Finn (a mega-hiper-ultra adorável Zooey Deschanel de Quase Famosos) é linda, esperta, adora cinema e, ainda por cima, é louca pelos The Smiths. Bingo! Tom cai de quatro por ela. Acontece que ele quer e ela não. E o que a gente assiste, são os 500 dias dessa relação de idas e vindas, sem direito à final feliz (dependendo do ponto de vista) - epa, falei! Tudo isso, com direito à uma trilha sonora que é um espetáculo à parte, que inclui ótimos nomes como Regina Specktor, Doves, Feist, Mumm-Ra e os onipresentes The Smiths.
Praqueles que curtem cinema, Webb lança mão de ótimas sacadas narrativas, como as referências aos filmes "Noivo Nervoso, Noiva Neurótica" de Woody Allen e "O Sétimo Selo" de Bergman. Outro destaque, é a cena digna de musical, quando depois da primeira noite de amor com Summer, Tom sai por aí, dançando no meio da rua, com direito até a passarinho azul de desenho animado, pousando na mão.
Pois é. Quem nunca se sentiu assim? Eu já - e aposto que você também...
Summer: We've been like Sid and Nancy for months now.
Tom: We have some disagreements but I hardly think I’m Sid Vicious.
Summer: No I’m Sid.
Tom: Oh, so I'm Nancy?!











